terça-feira, 21 de outubro de 2014

DIFERENÇAS BÁSICAS ENTRE UMBANDA E QUIMBANDA

DIFERENÇAS BÁSICAS ENTRE UMBANDA E QUIMBANDA
Eis uma pergunta constante, que ronda nossos terreiros e assistência. Onde
estou? Que tipo “de linha” é a sua? No quê trabalha? Trabalha com Êxú?
Mas aqui se faz Umbanda?
Isso não é tão fácil de explicar, haja visto as diferenças regionais nesse país,
sem falar que há terreiros que aproximam-se mais de um do que de outro.
Desse modo, há os terreiros “puros”, ditos de “Linha Branca” (chamados
assim porque os uniformes são brancos, não sendo feitos de outra cor).
Há terreiros intermediários ditos de “linha Branca”, mas que também
trabalham com Exus, como o nosso.
Há os terreiros de Candomblé de Angola que tem giras de boiadeiros, que
nada mais são do que Caboclos, “encantados”.
Outros, praticam a Quimbanda “pura”, onde não há acesso para Caboclos e
Pretos-Velhos.
Alguns fazem Quimbanda, destinando um dia ou poucos para a chegada de
Caboclos e Pretos-Velhos, como festas anuais, com alguma orientação
espiritual desses quaisquer.
Outros de Nação (Culto de Nação, Batuque), mas que tem seus dias de
Umbanda ou praticam a Quimbanda.
Nesses “meios-termos” é que surgem as questões, as dúvidas...
Para tentar dirimir tanta confusão, iremos começar inspirando-nos e
adaptando o trabalho de Norton F. Corrêa (recomendamos aqui sua leitura)
que soube, magnificamente, dividir os cultos em três classificações básicas.
Outrossim, deixamos claro aqui que eliminamos os conceitos e a terceira
classificação regional do Batuque Sulino, no intuito de tornar nosso trabalho
aceitável em todo o país:
1. A Umbanda “Pura”, dita “Linha Branca”, “Magia Branca”, “Linha de
Caboclo” ou “Caboclo”
- Seu crescimento deu-se no início do século passado (1908).
- Elementos de origem banto, predominantes.
- O médium incorpora várias entidades e tem consciência que está
“incorporado”
- As entidades incorporantes são os “Guias”, Caboclos, Pretos-Velhos
e Orixás (ditos “Orixás de Umbanda(1)” (“mais relacionados ao
Candomblé Baiano”, segundo Norton).
- O uniforme é branco, semelhante aos uniformes de enfermagem,
para diferenciá-los do Africanismo.
- Pontos cantados em português, salvo algumas inclusões de
palavras africanas.
- Inexistência de sacrifício animal.
- O médium poderá sair do culto, tomando o cuidado de fazer os
devidos “desligamentos” e pedido de permissão às entidades.
- As sessões iniciam-se no início da noite e não ultrapassam a meianoite.
- Não há “assentamentos” quaisquer para os Guias (Caboclos, Pretos-
Velhos, Crianças/Yori), apenas imagens imantadas por esses guias
em gesso ou outros materiais.
- Reúne elementos culturais africanos, indígenas, orientais, espíritas
(“kardecistas”), europeus (principalmente portugueses).
- Os sacerdotes são chamados de “irmão, “irmã”, “Cacique”. Nunca
babalorixás, yalorixás ou muito menos babalaôs.
- Os terreiros são fiscalizados por Federações.
- São usados bebidas alcoólicas e tabaco, em uso mínimo.
- O salão é dividido em dois ambientes distintos para assistência e
corrente de médiuns. Ambos nunca se misturam.
- A autoridade dos dirigentes é menos rigorosa que em outros
segmentos afro-descendentes. Aceitam questionamentos e
respondem a todo tipo de pergunta.
- As casas mais tradicionais não se utilizam de tambor, apenas de
cantos ou palmas para acompanhar o ritmo. O tamboreiro sempre
será médium da casa.
- Colares de contas, sementes ou outros materiais em cores
variáveis.
- Possui “corpo doutrinário estabelecido e expresso (embasado no
Kardecismo) com ampla bibliografia na qual se buscam também os
conhecimentos rituais”.
- As sessões públicas são semanais.
- Só pode fazer “o bem” sendo que no máximo, pede-se “justiça
espiritual”.
- Os trabalhos são feitos em materiais simples, baratos. Pratica-se
em síntese a caridade sempre que possível.
2. “Linha Cruzada”, “Esquerda”, “Quimbanda”, “Linha Negra” ou “Magia
Negativa”
- Segundo Norton Corrêa, seu crescimento deu-se a menos de
quarenta anos atrás, provavelmente. É uma modalidade nova.
- As cores dos vestuários são coloridas, vibrantes, uso do preto. Uso
de muitos adereços, jóias.
- As cores do templo geralmente são pintadas em cores escuras.
- Não há a presença do estudo da doutrina espírita.
- As sessões podem ser semanais ou em espaços maiores.
- Fala-se que a casa é comandada por Exus ou “Eguns”.
- Inclusão necessária do sacrifício animal.
- Os sacerdotes são chamados de “dirigentes”.
- Não há a presença dos guias que alicerçam a Umbanda, tais como
Caboclos ou Pretos-Velhos ou “vêm” raramente, ou ainda pouco
orientam as diretrizes da casa. Os uniformes costumam ser
coloridos para essas entidades.
- Bebidas e tabaco são usados em grande quantidade.
- Colares de contas onde se apresenta a cor preta em suas
missangas.
- O tamboreiro pode ou não ser médium da casa. É permitido a
entrada de leigos para o uso dos mesmos.
- O médium sabe que incorpora, à semelhança da Umbanda.
- As sessões ultrapassam a meia-noite podendo prosseguir
madrugada adentro.
- Festas anuais de grande porte.
- A desvinculação ao culto é bem mais complicada do que na
Umbanda.
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- Faz-se o “bem” e o “mal” simultaneamente, de acordo com a
necessidade da assistência.
- Os trabalhos são onerosos, variando muito de preço.
O que propomos aqui, nesse trabalho, é o modelo das casas onde se
pratica a Umbanda dita “Linha Branca”, com todas as suas diretrizes,
permitindo o desenvolvimento, a elevação espiritual dos Exus em sessões
específicas para eles sendo que, ao terminar, sempre virá o Caboclo ou
Preto-Velho responsável que dará a “limpeza espiritual” do terreiro e sua
anuência para o término, já que representam a cúpula de comando dos
mesmos.
Nessas casas, já que sua diretriz é a Umbanda, não haverá o sacrifício
animal para os Exus, recebendo esses outros materiais, perfumes, bijuterias,
marafo (cachaça) e velas em encruzilhadas distantes da população. Podendo
ser “firmados” em tronqueiras (casinhas) receberão ali seus “agrados” e sua
imantação específica através do “assentamento” feito em vaso de tabatinga
(barro) encostado diretamente na terra (jamais sobre lajotas). Essas
tronqueiras serão “fechadas” (para que seus fluidos não se espalhem pelo
terreno) pelos Caboclos e Pretos-Velhos através de ponteiros de aço ou
outros materiais que serão citados pelas entidades.
Ou seja, aqui propomos um trabalho intermediário: onde a Umbanda
nunca perderá sua orientação primeira e Êxú terá a oportunidade de
trabalho e evolução, mas sem o sacrifício animal e sendo totalmente proibido
a prática de feitiços para “o mal” nesses lugares.
Quanto ao que seja “bem” ou “mal”, todos conhecemos seu significado.
Cremos que assim encontraremos o devido equilíbrio, nos tempos
atuais onde se ignorar a “esquerda”, vetando-lhes a oportunidade de luz, já é
um crime contra a Caridade.

                         Texto extraido do livro "Exu Desvendado". Miriam Prestes

EXUS E POMBAS GIRAS

O EXU

Primeiramente há que se dizer que a forma original de Exu é humana, nada tem de partes de animais, porque os espíritos que compõe a falange de Exu são espíritos como nós. Então Exu tem dois braços, duas pernas, uma cabeça, dois olhos, enfim… São assim como nós. Foram homens e mulheres normais das mais variadas profissões. Não tem nada a ver com as imagens vendidas nas casas de artigos religiosos, com chifrinhos e rabos… Exu não é o Diabo. Exu é entidade de luz (em evolução) com profundo conhecimento das leis magísticas e de todos os caminhos e trilhas do Astral Inferior. Na umbanda, os Exus trabalham em busca da evolução e da prática do bem, portanto ao contrário dos mitos envolto ao “Diabo” ou “Demônio”, os Compadres (Exus) trabalham para resolver os assuntos imediatos, mas nunca prejudicando alguém. Por mais humano que Exu se manifeste e se expresse, devemos sempre ter educação e respeito para nos dirigirmos mentalmente ou pessoalmente a qualquer um deles, pois são senhores Guias Espirituais que trabalham para Deus e os Divinos Orixás com caridade, responsabilidade e muitas vezes a nossa frente para nos defender e proteger de demandas e embates astrais negativos. O exu não é a figura grotesca, horrendas como mostram algumas estatuetas mal interpretadas. Na Umbanda, como ser humano, é idêntico a todos nós; mas sendo espírito desencarnado pode ser visto por sensitivos ou médiuns videntes ou aparece; materializado, tomando a forma que lhe convier: feia ou simpática, inclusive a de um homem viril, musculoso e bonito. Sua imagem com chifres e rabos é herança de sua identificação com o Satanás. E simplesmente um condicionamento proveniente de outras religiões. Não existe isso de que Exu tanto faz o mal como o bem e que depende de quem pede. Isso simplesmente não tem lógica. Como o Orixá iria “colocar” Exu como Guardião se ele não fosse confiável? Se ele se “vendesse” por um despacho, por cachaça, bichos, velas e outros absurdos que vemos nas encruzilhadas?

Se até uma criança sabe o que é “certo” e o que é “errado” Exu não vai saber? Exu não é idiota.    

Talvez por sua semelhança conosco, os encarnados, estas entidades transmitam uma imagem de companheiros, de amigos dos mais chegados. Os Exus nas Giras de Umbanda apreciam uma boa bebida, um bom fumo, e uma conversa regada a boas gargalhadas. Os Exus conversam com seus consulentes com igualdade, são atualizados, pois nos acompanham lado-a-lado. Por esse motivo têm a facilidade de resolver os assuntos “urgentes”, coisas que necessitam de solução imediata. O papel dos Exus é mais atuante do que se pensa. Além de serem mensageiros dos Caboclos e/ou Pretos-Velhos (depende de quem for o guia chefe do médium), ainda possuem uma destacada atuação junto a nós, pois são executores kármicos. O que exatamente isto quer dizer? Quer dizer que se nós andarmos na linha justa, se nos habituarmos a cultivar pensamentos, sentimentos e atitudes equilibradas nosso karma será certamente reduzido ao longo da vida, e nosso amigo Exu nos ajudará em tudo. Mas, se caso assim não procedermos certamente esse mesmo amigo Exu entrará em ação, efetuando a cobrança kármica para conosco mesmos, sempre em nome da Lei Cósmica Divina. Temos que ter em mente que estes amigos nada fazem por si só. Executam ordens de seus “chefes”, ou seja, nossos mentores espirituais. No trabalho do médium de Umbanda um desses Exus é o de frente. Exu é aquele que dá consulta e se coloca a serviço do Guia Chefe do médium. Exu tem mais luz que podemos supor, mas por amor ao Divino Criador e aos Amados Orixás serve à Luz nos campos trevosos, em combate a todos que blasfemam ou que atuam contra as Leis Divinas; Exu oculta sua luz pra poder entrar nos campos negativos em socorro ou combate; Exu verbaliza de forma humana para bem ser entendido por nós; Exu conhece e respeita as Leis Divinas, as Linhas de Trabalho e todos os médiuns que assim merecem ser tratados. Quando em função do trabalho que irá executar ou da “batalha” que irá travar Exu estuda o ambiente que irá entrar, em seguida vibrando numa faixa bem acima do meio que irá adentrar, estuda os seus “adversários”, suas intenções, seus planos, seus graus de compreensão, seus medos, etc. Estabelece uma estratégia e assume a configuração que irá atingir o ponto fraco da maioria do grupo que irá combater. Lembrando que Exu não trabalha sozinho, isso é feito em agrupamentos sob a supervisão direta de um enviado de Orixá. Com isto vemos outra capacidade de Exu, vibrar em faixas diferentes de energia.

E detalhe importantíssimo: tudo isso sem a necessidade de sacrifícios de animais e despachos em encruzilhadas, porque quem “recebe” tudo isso é kiumba! Lembrando ainda que isso não faz parte do Ritual de Umbanda!

Os  guardiões são os espíritos responsáveis pela disciplina e pela ordem no ambiente. Os Exus são trabalhadores que se fazem respeitar pelo caráter forte e pelas vibrações que emitem naturalmente. Eles se encontram em tarefa de auxílio. Conhecem profundamente certas regiões do submundo astral e são temidos pela sua rigidez e disciplina. Formam, por assim dizer, a nossa força de defesa, pois lidamos, em um número imenso de vezes, com entidades perversas, espíritos de baixa vibração e verdadeiros marginais do mundo astral, que só reconhecem a força das vibrações elementares, de um magnetismo vigoroso, e personalidade forte que se impõem. Essa é  a atividade dos guardiões. Sem eles, talvez, as cidades estivessem à mercê de tropas de espíritos vândalos ou nossas atividades estivessem seriamente comprometidas. São respeitados e trabalham à sua maneira para auxiliar quanto possam. São temidos no submundo astral, porque se especializaram na manutenção da disciplina por várias e várias encarnações. A reunião de Exú ou Gira de Exu tem como finalidade descarregar os médiuns e os consulentes. Unindo suas energias eles são capazes de entrar em contato e orientar mais facilmente as almas que ainda não encontraram um caminho. Estas almas vivem entre os encarnados, prejudicando-os, obsidiando-os e até mesmo trazendo-lhes um desequilíbrio tão grande que são considerados loucos. Para este trabalho eles necessitam muito de nosso equilíbrio e de nossa energia. Nosso equilíbrio é utilizado por eles no momento em que as entidades sofredoras se manifestarem com ódio, rancor, raiva, para que tenhamos bons pensamentos e sentirmos verdadeiro amor e harmonia para que desta maneira tocamos seus sentimentos mais puros e não as deixemos tomar conta da situação e, quem sabe, até as persuadir a mudarem de caminho libertando-se assim do encarnado ao qual está ligada; nossa energia é utilizada em casos em que estas almas estão sofrendo com o desencarne, tristes, com dores, humilhadas, desorientadas, assim eles transformam as nossas energias em fluidos balsâmicos que as ajudam, em muito, na sua recuperação. Muitas destas almas desorientadas não conseguem nem se aproximar dos Terreiros de Umbanda pois os Exús da Tronqueira ficam encarregados de fazerem uma triagem liberando a passagem apenas das almas que eles percebem já estarem prontas para o socorro, ou seja, prontas para seguirem um novo caminho longe do encarnado ao qual estava apegada. Este trabalho de separação é feito por eles com muito empenho e seriedade e será melhor sucedido se o encarnado der continuidade ao mesmo, pelo menos melhorando os seus pensamentos e se livrando da negatividade e do medo. Os Exús são almas que riem, fazem troça, mas não brincam em serviço. Por este motivo, gostaríamos que todos, não só os médiuns, tivessem por eles o maior respeito e consideração, pois são eles os nossos guardiões e, também, da sessão de Gira, reponsabilizando-se pela limpeza dos fluidos ou energias mais pesadas. Cada pessoa que entra em uma casa de Umbanda traz consigo seu saco de lixo cheio (são seus pensamentos, suas raivas, suas desilusões…) e são os Exús os trabalhadores encarregados de juntarem todos estes sacos para descarregar, dando a cada um de nós a oportunidade de diminuirmos o nosso lixo e facilitando nossas próximas limpezas. Cada vitória nossa é para estas Almas trabalhadoras um passo no caminho do desenvolvimento.   

Nas sessões ritualísticas umbandistas, dificilmente um dirigente de terreiro tem força suficiente para desmanchar um trabalho de Magia Negra, usando apenas o seu guia (ou orixá, como queiram). Mesmo porque cada qual tem seu campo de ação “limitado”. O preto-velho, o caboclo, por exemplo, não descem às camadas vibratórias mais densas com a finalidade de demandar com o exu, assim como o engenheiro não vai preparar argamassa ou carregar tijolos para a construção do edificio. Este o motivo pelo qual, consultamos o preto-velho ou o caboclo, percebendo tratar-se de caso pesado de magia negra, alegam ser coisa para o “compadre” resolver. Que chamem o exu da casa. Logo, cada um tem atribuições próprias dentro da área vibratória que lhe corresponde. Em alguns casos, pode o caboclo, o preto velho desmanchar trabalhos de Quimbanda, embora não seja o normal.   Aos Exus de trabalho podemos pedir ajuda na solução de problemas e ajuda a outras pessoas, sempre conscientes do nosso e do merecimento alheio, sempre sob as Leis de Deus. Ao Exu Guardião devemos pedir somente auxílio nas questões pessoais, no sentido de amparo, sustentação, proteção e condução na linha reta evolutiva. A todos devemos sempre ter respeito, tratando-os com reverência, pela alcunha de senhores.

É necessário entender que na Umbanda não há matança de animal e nem trabalho de amarração. Não fazemos trabalhos para trazer a pessoa em “X” dias de volta. Fuja correndo de quem cobra por consultas ou trabalhos. Na Umbanda não existe nenhum tipo de cobrança. Lembre-se sempre: a Umbanda é Amor e Caridade!



A POMBA-GIRA
A Pomba-Gira é uma entidade espiritual de psiquismo feminino, pertencente, tanto às linhas da Umbanda como da Quimbanda. Era invocada na Idade Média com o nome de Klepoth, como também é conhecida no Ocultismo.  As Pomba-Giras adoram dançar, na maioria das vezes usam roupas coloridas, extravagantes, geralmente em tons de vermelho e preto, apreciam um bom cigarro, Champagne (em uma bela taça, lógico), a maioria delas se utilizam de rosas vermelhas em suas magias, são vaidosas, sensuais, e extremamente ligadas ao amor. Ajudam nas situações mal resolvidas do coração, que é fator predominante para se viver bem. Sua cor é o vermelho vivo, tanto nas velas como nas roupas e guias (colares). Adora rosas vermelhas, cor de sangue, roupas elegantes, jóias e perfumes caríssimos. A Pomba-Gira comanda 7 falanges compostas de 7 legiões de Pomba-Gira, cada uma das quais toma diversas identificações: Maria Padilha, Maria Molambo, Sete Saias, Pomba-Gira Menina, da Praia, das Almas, das Matas, etc.  As moças, também chamadas assim de forma carinhosa por todos nós filhos de Umbanda, geralmente se manifestam na Gira dos Exus, pois são elas as companheiras dos Compadres. Cada uma do seu jeito, mas sempre com a beleza e a sensualidade estampadas em seus trejeitos. Assim são as moças, alegres, belas, e profundas conhecedoras do coração. Exu e Pomba Gira quando incorporados em seus médiuns, podem se apresentar de duas maneiras básicas: alegres ou sérios. Mas mesmo na alegria não há desrespeito ou comportamentos inadequados a um templo religioso.  Exu e Pomba Gira são espíritos em busca de evolução e compromissados com a espiritualidade superior. Agora, o que tem de obsessor e kiumba que se faz passar por Exu e Pomba Gira não está no gibi! E a culpa é de quem? Dos médiuns invigilantes e trapaceiros! Que usam a sua mediunidade a serviço do astral inferior! São esses absurdos que fizeram com que a Umbanda e os Exus e Pomba Giras fossem tão detestados por outras religiões! Cada filho de Umbanda tem seu Exu individual e sua Pomba Gira. Cada um dos Orixás, com seus correspondentes padrões vibratórios, possui seus Exus.  Vale ressaltar que a Gira de Exus e Pomba-giras são das mais concorridas pela assistência de Umbanda.

Agora já podemos começar a mudar nossos conceitos de Exú e Pomba Gira. Então, vamos ver os Exús como aqueles lixeiros alegres que passam pelas ruas recolhendo toda a “sujeira”. Vêm com brincadeiras e algazarras, mas fazem um trabalho enorme em benefício da sociedade, que diga-se de passagem é muito pouco reconhecido. E as Pomba-giras seriam as “margaridas” mulheres que trabalham também na limpeza das ruas de nossa cidade, exercendo a sua profissão com presteza e determinação. Assim como devemos ter um conceito mais respeitoso do Exú, devemos também dedicar mais respeito aos trabalhos das Pombas Giras, deixando de encará-las como mulheres vulgares e da vida, que só vêm “para arranjar casamento” ou o que é pior, para desfazer casamentos… Isto é uma coisa absurda e vulgar… O trabalho da Pomba Gira é sério. É também um trabalho de descarrego, de limpeza, de união entre as pessoas. De abertura dos caminhos da vida, seja do ponto de vista material, mental ou espiritual.

Esses lixos são:   - Nossos pensamentos e atos negativos.  – A sociedade desigual, perversa e preconceituosa.  - Nossas emoções negativas e egoísta se sobrepondo a nossa capacidade de amar.

Por isso devemos respeitar ao máximo o trabalho dos Exús, levando-os a sério e não os desrespeitando e nem os menosprezando.  

Exu e Pomba Gira é Mojubá,
Laroyê Exu e Pomba Gira... Me guardem sempre! Muita Paz e Luz a todos!!!

Fonte:  Os Exus – J. Edson Orphanake; Os Orixás Umbanda – José Luiz Lipiani; Tambores de Angola – Robson Pinheiro; Os Exus - Sociedade Espiritualista Mata Virgem.

TEOLOGIA DA UMBANDA

A Umbanda Crê em uma única energia, máxima incomparável 

polarizada em dois pólos antagônicos feminino e masculinos, negativos ou positivos e assim sucessivamente, formando a trindade Umbandista.
Nomeando esta energia como Deus único e universal, e em homenagem aos índios o chamamos de Tupã. E na polaridade da direita deste triângulo a Umbanda faz sua homenagem ao credo Afro, assim como a todas as mulheres, elegendo Iemanjá, significando deusa da fecundidade continuação da vida. E na polaridade da esquerda Oxalá em homenagem Cristã significando deus filho, Jesus Cristo.
Assim sendo temos três pessoas em uma única, formando a teologia de um ser supremo no aspecto trino e nas sete progressões evolutivas. Aspecto trino Energia, vida consciência. Da energia emana a existência concretizada na vontade. Da vida, surge a projeção do espírito na matéria que encerra a sabedoria. Da consciência, resulta a atividade sem a qual não seria possível.
Nas sete progressões evolutivas encontramos a mesma energia polarizada em dois pólos antagônicos e dividida em camadas entre um pólo e o outro, formando as sete linhas de Umbanda. 
E em cada linha temos o orixá que chamamos de chefe de linha e nele são agrupada as entidades que vibram no mesmo grau vibratório, agrupadas entre os dois pólos desta linha e divididos em sete sublinhas, também chamados de falanges, na mesma ordem.
Cada ser vivo ou espírito pertence a uma dessas linhas que notadamente se verifica de uma vibração calma linha de Oxalá, até a uma agitada linha de Ogum.
Neste raciocínio considerando as polaridades antagônicas entre o calmo e o agitado. As sete linhas da Umbanda são assim classificadas:
Primeira Oxalá, dentro de sincretismo representa Jesus Cristo, vibra na cor branca, qualificada pela inteligência, ajuda nas doenças, principalmente àquelas relacionadas com os olhos, rins e coluna. Oxalá manda nas chuvas e enchentes, suas flores preferidas são jasmim, lírio, cravos branco, copo de leite, sendo que estes não são usados nas terreiras. Seu dia na semana é no sábado.
Segunda linha Iemanjá que pelo sincretismo representa Nossa Senhora dos Navegantes, vibrando na cor azul, qualificado como linha do amor, é considerada a rainha do mar. É um orixá feminino. Mas atua em homens, porque e mãe e mãe não abandonam seus filhos, sendo considerada a protetora dos marujos, seu planeta é Vênus, cor azul universal, sua atuação é pelo mar, suas falanges são Ondinas, Janaina, Iara menina, pertence à falange das crianças do mar, ou seja, sublinha, ibégi na linha de Iemanjá. Iara Sete Cachoeira, atua na África junto a Ogum no seu próprio mar. Ogum Beira Mar, sublinha de Ogum na Linha de Iemanjá também atua nesta vibração é o vigilante do mar, assim todos os caboclos enviados pôr Iemanjá. Ela trabalha as vinte e quatro horas pôr dia, porque a água do mar muda de cor de 30 em 30 minutos em todos os oceanos, seu dia na semana corresponde ao domingo.
Terceira Linha Xangô Caô, representada pelo sincretismo como São João Batista, que vibra na cor rosa, qualificados na ciência e na medicina é a linha do oriente, trabalham também nesta linha as falanges de Ibejis, representadas pôr Cosme e Damião, tendo como dia da semana a segunda feira..
A quarta linha dos Pretos Velhos (Iofa ou Ifa) representada no sincretismo pôr São Lázaro, que vibra na cor amarela sua qualificação é a filosofia, é nesta linha que atua os pretos velhos e a mãe Oxum é a ação da filosofia, vibrando na cor amarela. Oxum é a dona do amor, devido sua bondade, ela é dona do ouro, da luz e da paz, e a protetora de todas as crianças, devido aos anjinhos que o rodeiam, a mãe Oxum e a dona dos rios, do arco-íris e das cachoeiras ela trabalha muito com xangô, em cruzamentos. Em lavagens de Cabeça, porque Xangô é seu filho. Dentro do sincretismo a Oxum são Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora Santana, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora Aparecida (Padroeira do Brasil), Oxum Panda é uma das mais moças. Atua em diversos locais, Oxum malé atua das 8 horas da manhã até as 20 horas, sobre o comando do arco-íris, como todos nos sabemos o arco íris tem todas as cores e age em redor do universo.
As filhas de Oxum são: Caboclas das matas, sublinha de Oxossi, Jurema, Jupira Jandira, Cabocla sete quedas e sete Cachoeiras e outras tantas, seu dia na semana é terça-feira, juntamente com a linha, de preto velho.
A quinta linha de Xangô Agôdo, que pelo sincretismo é São Jerônimo, vibrando na cor marrom sendo a justiça sua principal qualificação, divindade do trovão, do raio e do fogo, simbolizado pela pedra e o machado, também considerado o senhor da justiça, tendo como esposa Iansã, divindade dos tempos e das tempestades assim como das pedras da beira do rio. Temperamento forte sensual e autoritário capaz de enfrentar os espíritos dos mortos, sincretisada como Santa Bárbara, mas Iansã não pertence a linha de Xangô e sim a linha de Ogum. Quarta feira é o dia da linha de Xangô Agôdo.
A sexta Linha é a linha de Oxossi, que pelo sincretismo representa São Sebastião, que vibra na cor verde e sua principal qualificação é a lógica. São Sebastião foi sacrificado pôr flechas e atado em uma arvore depois de desencarnado, os pretos velhos, curaram suas feridas e foi designado como representante de Oxossi, como rei das matas.
Comanda todo os caboclos das matas, também tem Ogum, sublinha de Ogum na linha de Oxossi, enviado como Ogum Serra Negra e Rompe Mato é a linha que traz as ervas das matas para curar o nosso males. A cabocla Jurema, também consagrada como rainha das matas, também foi sacrificada pôr flechas. Todas as caboclas das matas são enviadas pôr jurema, tais como, Jupira, Guacira e Jandira. E os principais caboclos são: Tupi-Tupã, Tupinanba-Guarani, Ubirajara, Rompe Mato, Pena Branca, Tupi Mirim, Tupaíba, Sete Flechas, Caboclo Rocha e as tribos Guaranis são comandados pelo Tupinanba, Rompe Mato, Pele Vermelha e Sete Flechas. O dia da semana da linha de Oxossi é as quintas feiras.
A sétima e ultima linha, e a linha de Ogum, que pelo sincretismo representa São Jorge, vibrando na cor vermelha sendo a principal qualificação a ação seu planeta é marte, porque é guerreiro vencedor de demandas as ferramentas de Ogum são as espadas, lança, ponteira, ferraduras e todos os outros objetos de aço, pertencem a Ogum, como é vigilante cada orixá tem a sua falange (sublinha) de Exu, mas quem comanda a linha de Exu é Ogum, os trabalhos com Exu são utilizados para limpezas, desmanchar trabalhos e abertura de caminhos.
As principais entidades da linha de Ogum são: Ogum beira mar, Ogum Male, Ogum das Matas, Ogum Sete Cruzeiro, que também trabalha na linha do oriente, como sublinha de Ogum, Os principais Exus, são: Tranca Rua, Veludo, Marabô, Sete Cruzeiros, Morcego e o Mirim, seu dia na semana é sexta feira.
Esclarecemos aqui a classificação dos Orixás nos dias da semana, uma vez que, as literaturas divergem uma das outras, criando enorme confusão entre aqueles que querem e necessitam saber o dia do seu Orixá, partimos no raciocínio da energia que classifica a ordem das linhas, partindo de uma polaridade de vibração calma e tranqüila até a mais agitada, e de que a segunda feira corresponde ao segundo dia da semana o que ,de acordo com a escritura sagrada Deus descansou no sétimo dia, portando o dia mais calmo daria o ponto de inicio da classificação, ou seja, o sábado é o dia do senhor, também cultuado pôr outras religiões, e descrito nos livros sagrados, que para fins de sustentação citamos.
Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servidor, nem a tua servidora, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o lago e tudo que neles há, e ao sétimo descansou; portanto, o Senhor abençoou o dia do sábado e o santificou. (Êxodo, XX, 9-11). Guarda o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o Senhor, teu Deus.

Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhuma obra nele, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servidor, nem a tua servidora, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas; para que o teu servidor e a tua servidora descansem como tu. Porque te lembrarás que foste servidor na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão forte e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia do sábado. (Deuteronômio, V, 12-15).

Aconteceu que, num sábado, passando Jesus pelas searas (campos cultivados), os seus discípulos colhiam e comiam espigas, debulhando-as com as mãos. E alguns dos fariseus disseram a eles: Pôr que fazeis o que não é lícito aos sábados? Jesus respondeu a eles: Nem ao menos tendes lido o que fez Davi, quando teve fome, ele e seus companheiros? Como entrou na casa de Deus, tomou, e comeu os pães da proposição, e os deu aos que com ele estavam, pães que não lhes era lícito comer, mas exclusivamente aos sacerdotes? E acrescentou a eles: O Filho do Homem é Senhor do sábado. (Lucas, VI, 1-5).

Assim sendo o primeiro orixá estaria ocupando o sétimo dia, ou seja, o sábado pertence à linha de Oxalá assim sendo as vibrações vão se agitando ate sexta feira, encerrando com a linha da ação, Ogum.

Para um melhor entendimento, relacionamos as linhas em ordem crescente de vibração, partindo do pólo calmo para o oposto, qualificando o orixá, sincretismo, cor dia da semana e a qualificação essencial.
1 OXALÁ - Jesus Cristo - Branca - Sábado - Inteligência 
2 IEMANJA - Nossa Senhora Navegantes – Azul – Domingo - Amor 
3 XANGO-CAO - São João Batista - Rosa – Segunda - Ciência Medicina
4 PRETOS VELHOS - São Lazaro - Amarela - Terça - Filosofia
5 XANGO-AGODO - São Jerônimo - Marrom - Quarta - Justiça
6 OXOSSI - São Sebastião - Verde - Quinta - Lógica
7 OGUM - São.Jorge - Vermelha - Sexta - Ação


Também são sete as personagens lendárias da sabedoria da fortuna e da felicidade, cultuados no antigo oriente. Os grandes reis do Egito traziam em seus conhecimentos os grandes mistérios. Criando um sincretismo entre esses Deuses dos cultos praticados no Egito e os orixás da Umbanda temos:

JUROJIM – Deus da vida e da eterna juventude, Oxalá.
BENTEN ou BENZAITEN – Deusa das artes e da música, esta sempre protegendo os artistas, inspirando-os na música, na escultura, no palco e nas artes plásticas, Iemanjá.
HOTEI – Deus da boa saúde, traz para dentro de casa firmeza e saúde.
DAIKOKU – Deus da agricultura e da fortuna – Pretos Velhos
FUKUROKUJU – Deus da sabedoria, Xangô Agôdo.
EBISU – Deus da pesca e da felicidade.
BISHAMON – Deus das batalhas e da justiça, prestava sua possante ajuda aos mais fracos e covardes, evitando assim grandes conflitos, Ogum.
Do exemplo acima, constatamos, que naquela época também já era classificadas as energia, divinas em grupos vibratórios, jamais quer inventar qualquer tipo de sincretismo, porem para uma maior clareza, sobre as linhas de Umbanda, não precisariam ter o nome das divindades Africanas, que os tem em homenagem aos pretos velhos, que vieram e sofreram na nossa Pátria. Assim como Deus, que cada religião tem a sua maneira de se referir a ele, mas todas reconhecem como a mesma energia única e soberana, assim também é a nossa divindade chamadas de orixás.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

- Orixá é Deus
A Umbanda crê em um único Deus, cujas energias são polarizadas, e entre estas polaridades são classificadas em sete campos vibratórios e em cada campo tem o seu orixá.

- Como se vê a Santíssima trindade da Umbanda.
Em um Deus Pai, uma Deusa Mãe e um Deus filho.

- Orixá pode evoluir.
] Somente Deus, não evolui, porque ele já é o máximo de tudo. Os orixás compõem as sete progressões evolutivas, então sempre estão em evolução.

- A Umbanda é uma seita.
Não a Umbanda é uma religião, porque tem todos os sagrados sacramentos.

- Existem outras classificações dos orixás.
Sim, como a Umbanda é considerada uma religião nova, comparada com as outras existentes, ainda não foi totalmente codificada e como sofre da influencia Afro é interpretada por alguns escritores e seguidores de acordo com a classificação da origem da tribo que vieram os escravos. Podemos notar diferenças acentuadas entre as regiões do norte com a do sul, que foram povoados por escravos de diferentes regiões da África.
Mas seguimos esta classificação até que seja provada dentro da ciência, ou de outra metodologia aceitável. 

- O que é linha e sub linhas.
Linha é um agrupamento de entidades que vibram no mesmo grau vibratório do seu orixá, e cada linha se divide em sete sub linhas, também chamadas de falanges obedecendo à mesma ordem da classificação dos orixás. Exemplificando a linha de Ogum inicia na polaridade onde termina a de Oxossi e neste inicio temos uma faixa de Ogum calmo, que é a sub linha de Oxalá que também vai crescendo ao extremo da ação, onde se chega a linha da sub linha de Ogum, onde trabalham o povo da rua.

- O que é Deus na Umbanda
A Umbanda Crê em um único Deus como uma energia, máxima incomparável polarizada em dois pólos antagônicos.

- A Umbanda é de origem Africana
Não a Umbanda é brasileira, utilizando as energias da natureza, representadas pelos orixás, que também são cultuados pelas religiões Afros.

- Qual a finalidade de Umbanda como religião?
A sua finalidade primordial é a de despertar anseios de espiritualidade na criatura humana. Para que este despertamento se faça, torna-se necessário um permanente estado de religiosidade, onde toda a vivencia e baseada na compreensão e plena sensibilidade, para com tudo e todos que nos cercam e compõem a humanidade.

- Como se constitui teologicamente a Umbanda?
A Umbanda, como todas as religiões organizada, possui umas posturas teológicas, baseadas preliminarmente, no reconhecimento de um ser supremo, no aspecto trino, e nas sete progressões evolutivas.

- Como se chama Deus, o ser supremo, enfim a entidade maior na Umbanda
A Umbanda é uma religião monoteísta e o ser supremo e conhecido e amado pelo nome de Tupã em homenagem a todos os índios.

RITUAIS DE APRONTAMENTO E REFORÇO DE MEDIUNS

MEDIUNS

São três os rituais de aprontamento ou de reforço de médium, sendo o primeiro o amaci que este se divide em dois rituais um para deitar o amaci e o outro para levantar, é um ritual de iniciação e ao mesmo tempo de firmeza do anjo de guarda do médium, e o segundo é nas matas, que se divide com trabalho nas três linhas, das matas Oxossi, pedreira Xangô Agôdo, cachoeira Oxum e Pretos velhos, e o ultimo no mar na linha de Iemanjá.
Esses rituais são obrigatórios para os médiuns e devem ser realizados somente nas duas fases da lua apropriadas que são Quarto crescente, melhora o relacionamento dos guias e entidades espirituais com os médiuns, aproxima ainda mais o guia espiritual do médium. Lua cheia amplamente favorável, pois além de melhorar a relação com as entidades ainda fortalece a mente.