sábado, 25 de outubro de 2014

Historia da pomba gira das almas

AS 3 GIRAS DAS ALMAS
Conta a história que no século XIII existiu em uma aldeia da Irlanda 3 irmãs donas de poderes ocultos... a qual ajudavam muitas pessoas em trocas de presentes e dinheiro. Elas eram consideradas bruxas mercenárias que se aproveitavam dos seus poderes para ter uma vida de luxo e de fama. Muitos eram os Reis e Rainhas que ao saberem dos poderes das três irmãs recorriam a elas...
Um dia a Igreja Católica soube da fama das três irmãs bruxas e também dos seus vastos bens adquiridos com suas magias... resolveram condenar as três moças a fogueira e com isto mostrar que o verdadeiro poder só vinha de Deus.
As três bruxas foram queimadas em uma sexta-feira de lua nova... onde o céu se mostrava em profunda escuridão, seus corpos carbonizados foram colocados em 3 urnas, onde foi passado correntes e cadeados e jogados em um calabouço, para mostrar ao povo que na verdade elas pertenciam ao inferno.
No mundo astral quando as três irmãs lá chegaram... foram recebidas por uma entidade muito poderosa chamada de Rainha das Almas. Esta senhora bruxa ao receber as meninas se identificou como mãe delas que havia as abandonado para fugir com um cavaleiro errante quando as meninas ainda eram muito crianças. As moças ainda se encontravam muito fracas e em estado lastimável devido as queimaduras a qual foi o real motivodo seus desencarnes, passando algum tempo as moças foram recuperando seus perispíritos e novamente se transformaram em lindas moças.

RAINHA DAS 7 ENCRUZILHADAS

RAINHA DAS 7 ENCRUZILHADA



Pomba gira das 7 encruzilhadas (entidade da Umbanda e também cultivada e cultuado no candomblé) foi uma Rainha no seu tempo na terra, diz a história ter sido ela uma linda cortesã que amarrou o coração de um Rei Francês que a tornou Rainha.
Passou-se alguns anos e o Rei veio a falecer. A rainha passou a tomar conta sozinha do seu reino o que deixou alguns membros da corte indignados porque ela não teve filhos para deixar o trono como herança e tampouco parentes sangue azul para substituí-la após a sua morte.
Devido a tenacidade da rainha o seu trono começou a ser cobiçado por outros reinos o que trouxe muita preocupação para a política da corte, então o conselheiro real convenceu a Rainha a casar-se novamente com um homem cujo o reino fosse ainda maior que o seu para juntos vencerem as batalhas e trazer ao reinado a paz e a tranqüilidade que já não tinham mais. Um dia surgiu no castelo um homem que se dizia seduzido pela beleza da rainha e dono de um reinado incalculável no oriente e a pediu em casamento, a rainha preocupada com destino da sua corte e pela proteção de seu trono, aceitou a oferta de imediato e logo em seguida casaram-se.

Não demorou muito a querida rainha foi envenenada pelo seu atual marido que logo após se titulou o Rei e começou a governar a corte da pior maneira possível. A saudosa rainha após o seu desencarne chegou ao mundo astral muito perdida e logo começou a habitar o limbo devido a faltas graves que na terra havia cometido. Depois de algum tempo na trincheira das trevas do astral a Rainha foi encontrada pelo seu antigo Rei que no astral era conhecido como Senhor das encruzilhadas, este senhor passou a cuida-la e incentiva-la a trabalhar do seu lado para as pessoas que ainda viviam no plano material aliviando suas dores e guerreando com inimigos astrais...

O feito deste casal no astral tornou-se tão conhecido e respeitado que o Exu Belo nomeou o Senhor das encruzilhadas como Rei das Sete encruzilhadas e prontamente o Rei nomeou a sua Rainha. Juntos eles passaram a reinar os caminhos das trevas e da luz e sob o seus comandos milhares de entidades subordinadas que fizeram do Reino das sete encruzilhadas o maior reino do astral médio superior.

Passou-se muitos anos e o Rei que havia envenado a rainha veio a morrer durante uma batalha, e este foi resgatado pelos soldados da Rainha das sete encruzilhadas e o mesmo foi levado até ela. O homem ainda atônico sem entender ainda o que estava acontecendo com ele, se viu diante daquela poderosa mulher a qual foi obrigado a curvar-se e a servi-la para o resto da sua eternidade como castigo por ter-la envenenado. E hoje através das suas histórias que compreendemos que o povo de exu não são entidades perdidas do baixo astral e sim entidades respeitadas e de muita importância no mundo astral superior e inferior.
A Pomba-Gira Rainha das Sete Encruzilhadas adora a cor Maravilha, Vermelho, Preto e Dourado trazendo na mão um cedro de ouro. Suas oferendas são sempre as mais caras, pois ela é muito exigente. A Pomba-Gira Rainha das 7 Encruzilhadas também é conhecida no sudeste do país como “Dona 7” Se apresenta como uma mulher de meia idade, muito reservada , educada, iteligente e culta.

Ao contrários que muitas pessoas pensam... é uma entidade calma e tranqüila, mais quando chega ao mundo para deixar seu recado, traz na garganta um grito de guerra onde expressa todo o seu poder de vitórias.“Foi Iansã quem lhe deu força! Ela é a Rainha do Candomblé... vamos sarava nossa Rainha Pomba-Gira ela é o exu mulher... bis: Vamos sarava nossa Rainha Pomba-Gira ela é o exu mulher...”Saravá D.Rainha!

MEDIUNIDADE KARDECISTA X MEDIUNIDADE UMBANDISTA

Muito importante diferenciar a mediunidade de Umbanda com a de Kardec para que sirva como resposta aos constantes ataques sofridos pelos umbandistas, ataques quase sempre oriundos do desconhecimento e do preconceito, por parte de alguns religiosos e de seus seguidores.
Quais as reais diferenças entre a mediunidade da mesa kardecista (espírita) e a mediunidade de Umbanda ?

A mediunidade no chamado espiritismo de mesa é acentuadamente mental, as comunicações são quase telepáticas, predominantemente inspirativas, isto é, os espíritos atuam mais sobre a mente dos médiuns, pois a atividade do espiritismo se processa mais no plano mental. 
Espiritismo de mesa não tem a missão de atuar no baixo astral contra as  falanges do mal, como acontece com a Umbanda.
Ele é quase exclusivamente doutrinário, mostrando aos homens o caminho a ser seguido a fim de se elevarem verticalmente a Deus. 
Sua doutrina fundamenta-se principalmente na Lei da Reencarnação e na Lei de Causa e  Efeito. Abre a porta, mostra o caminho iluminado e aconselha o homem a percorre-lo a fim de alcançar a sua libertação dos renascimentos dolorosos em mundos de sofrimentos, como é o nosso atualmente, candidatando-se à vivência em mundos melhores. 
Em virtude disso, a defesa espiritual do médium kardecista (espírita) reside quase exclusivamente na sua conduta moral e elevação dos sentimentos, portanto os espíritos que trabalham na mesa kardecista (espírita), após cumprirem suas tarefas benfeitoras, devem atender outras obrigações inadiáveis.
É da tradição espírita kardecista (espírita) que os espíritos manifestem-se pelo pensamento, cabendo aos médiuns transmitirem as idéias com o seu próprio vocabulário e não as configurações dos espíritos comunicantes, embora algumas vezes isso ocorra.
Em face do habitual cerceamento mediúnico junto às mesas kardecistas (espírita), os espíritos tem de se limitar ao intercâmbio mais mental e menos fenomênico, isto é, mais idéias e menos personalidade. Qualquer coação ou advertência contraria no exercício da mediunidade reduz-lhe a passividade mediúnica e desperta a condição anímica. Por esta razão há muito animismo na corrente kardecista (espírita).

A faculdade mediúnica do médium ou "cavalo" de Umbanda é muito diferente da do médium kardecista (espírita), considerando-se que um dos principais trabalhos da Umbanda é atuar no baixo astral, submundo das energias degradantes e fonte primaria da vida.
Os médiuns de Umbanda lidam com toda a sorte de tropeços, ciladas, mistificações, magias e demandas contra espíritos sumamente poderosos e cruéis, que manipulam as forças ocultas negativas com sabedoria. 
Em conseqüência, o seu desenvolvimento obedece a uma técnica especifica diferente da dos médiuns kardecistas (espírita). 
Para se resguardar das vibrações e ataques das chamadas falanges do mal, ele tem de valer-se dos elementos da natureza, tais como : banhos de ervas, perfumes, defumações, oferendas nos diversos reinos da natureza, fonte original dos Orixás, Guias e Protetores, como meios de defesa e limpeza da aura física e psíquica, para poder estar em condições de desempenhar a sua tarefa, sem embargo da indispensável proteção dos seus Guias e Protetores espirituais, em virtude de participarem de trabalhos mediúnicos que ferem profundamente a ação dos espíritos das falanges negras, isto é, do mal que os perseguem sistematicamente. Por isso a proteção dos filhos de Terreiro é constituída por verdadeiras tropas de choque comandadas pelos EXÚS, conhecedores das manhas e astucias das falanges do mal. Sua atuação é permanente na crosta da Terra e vigiam atentamente os médiuns contra investidas adversas, certos de que ainda é muito precária a defesa guarnecida pela evocação de pensamentos ou de conduta moral superior, ainda bastante rara entre as melhores criaturas. 
Os Chefes de Legião, Falanges, Sub-falanges, Grupamentos e Protetores, também assumem pesados deveres e responsabilidade de segurança e proteção de seus médiuns. É um compromisso de serviço de fidelidade mutua, porem, de maior responsabilidade dos Chefes de Terreiro.
Dai as descargas fluidicas que se processam nos Terreiros, após certos trabalhos, com a colaboração das falanges do mar e da cachoeira, defumação dos médiuns e do ambiente e através da água fluidificada.

Espirito que reencarna com o compromisso de mediunidade de Umbanda, recebe no espaço, na preparação de sua reencarnação, nos seus plexos nervosos ou chacras, um acréscimo de energia vital eletromagnética necessária para que ele possa suportar a pesada tarefa que irá desempenhar.
Na corrente kardecista (espírita), isto não é necessário, pois o médium kardecista não terá que enfrentar trabalhos de correntes tão ferrenhas do mal como acontece com o médium da Umbanda, e nem mesmo permitir aos guias espirituais atuarem mais fortemente nas regiões dos plexos, assumindo o domínio do seu corpo físico e plasmando nele suas principais características. 
Por isso, vemos caboclos e pretos-velhos revelarem-se nos Terreiros com linguagem simplificada para melhor compreensão da massa humilde, assim como as crianças, encarnando suas maneiras infantis para melhor aceitação das mesmas.

Um bom livro sobre o assunto é: “Lições de Umbanda e Quimbanda na Palavra de Um Preto-Velho” – W. W. da Matta e Silva, onde há um relato de Pai Ernesto de Moçambique sobre a diferença entre a mediunidade da “mesa kardecista (espírita)” e a mediunidade de Umbanda.
CENTRO ESPIRITA FILHOS DA FE....

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Zé Pilintra e Família (Malandros na Umbanda)

Seu Zé Pelintra, assim como outros guias que trabalham no Catimbó, trabalha também na umbanda.

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Na medida em que o Catimbó entra na área urbana, território típico da Umbanda, ou mesmo a Umbanda vai para o interior estas duas práticas tem que se encontrar. É neste momento que certamente Zé Pelintra entra para o Catimbó.Isto certamente ocorre nos centros onde pessoas de Umbanda também trabalham com mestres e provavelmente já eram de Umbanda e absorvem o Catimbó em um movimento muito típico da Umbanda que absorve várias Religiões e Culturas.
No Catimbó ele é Mestre, e por ser uma entidade diferente das que são cultuadas na Umbanda, ele não trabalha numa linha específica, porém, sua participação mais ativa seria na gira de baianos e, em alguns casos, na linha da esquerda, como exú. Sua principal marca é ser um espírito “boêmio”, “malandro” e brincalhão e, mesmo assim, trabalha com muita responsabilidade. Seu Zé cobra muito de seus médiuns, cobra por seriedade, entrega, disciplina, dentre outras virtudes.
Na direita ele vem na linha de baianos, fuma cigarro, bebe batida de coco ou simplesmente cachaça. É representado por uma tradicional vestimenta (calça branca, sapato branco, terno branco, gravata vermelha e chapéu branco com uma fita vermelha).
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CARACTERÍSTICAS MARCANTES
A primeira é ser muito brincalhão, gostar muito de dançar, de mulheres e de bebida. Mas é muito comum, também, encontrá-lo mais sério, parado em um canto, assim como sua imagem gosta de representá-lo olhando para o movimento ao seu redor. Contudo, quando ele vira para a esquerda, ele pode vir trajado de um terno preto, calças e sapatos também pretos, gravata vermelha e uma cartola,fumando charutos, bebendo conhaque e uísque, até – em alguns casos – usa uma capa preta. Mas seja do lado que for, você sempre verá um Zé Pilintra coms eu pito (cigarros ou cigarrilhas), um uma bebidinha nas mãos, sempre muito brincalhão e extrovertido.
REPRESENTAÇÃO E ORIGENS
Personagem bastante conhecido seja por freqüentadores das religiões onde atua como entidade,  por sua notável malandragem, Seu Zé tem sua imagem reconhecida como um ícone, um representante, o verdadeiro estereótipo do malandro, ou porque não dizer, da malandragem brasileira e mais especificamente, carioca. Trata-se de uma corrente que, de uma forma ou de outra, permeia o imaginário popular da cultura brasileira e, portanto, carrega suas egrégoras tanto como outras.
Um do seu maior destaque está justamente no fato do Seu Zé ter uma tremenda elegância e competência, mesmo sendo negro (levando em consideração que, para a época em que os negros e brancos viviam praticamente isolados, apesar da existência de uma numerosa população mestiça nas grandes cidades brasileiras, e que desse abismo social implicava também uma grande divisão financeira de classe social). É como se a figura do Seu Zé torna-se representativa da própria dignidade do negro, deixando para trás a idéia de um negro “arrasta-pé”, maltrapilho ou simples trabalhador braçal.
Em sua origem, Seu Zé torna-se famoso primeiramente no Nordeste… Primeiro como freqüentador dos catimbós e, depois como entidade dessa religião. Vale destacar aqui que o Catimbó está inserido no quadro das religiões populares do Norte e Nordeste e traz consigo a relação com a pajelança indígena e os candomblés de caboclo muito difundidos na Bahia.
Conta-se que ainda jovem era um caboclo violento que brigava por qualquer coisa mesmo sem ter razão. Sua fama de “erveiro” vem também do Nordeste. Seria capaz de receitar chás medicinais para a cura de qualquer mal, benzer e quebrar feitiços dos seus consulentes. De acordo com Ligiéro (2004), Seu Zé migra para o Rio de janeiro onde se torna nas primeiras três décadas do século XX um famoso malandro na zona boêmia carioca, a região da Lapa, Estácio, Gamboa e zona portuária. Segundo relatos históricos Seu Zé era grande jogador, amante das prostitutas e inveterado boêmio.
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Contudo, há outra história que conta que Seu Zé teria nascido no povoado de Bodocó, sertão pernambucano próximo a cidadezinha que leva o nome de Exu, à qual segundo o próprio Zé Pilintra quando manifestado numa mesa de catimbó, foi batizada com este nome em sua homenagem, já que sua família era daquela região antes mesmo de se tornar cidade. Fugindo da terrível seca de meados do século passado que abatia todo o sertão, a família do então “José dos Santos” rumou para a Capital Recife em busca de uma vida melhor, mas o destino lhe pregou uma preça que culminou com a morte da mãe, antes mesmo que o menino Zé completasse 3 anos. Logo em seguida, morreria seu pai de tuberculose.
José então ficou orfão e teve que enfrentar o mundo juntamente com seus sete irmãos menores. Cresceu no meio da malandragem, dormindo no cais do porto e sendo menino de recados de prostitutas. Sua estatura alta e forte granjeou-lhe respeito no meio da malandragem. Conta-se que, certa vez, Zezinho, como também era conhecido, teve que enfrentar cinco policiais numa briga no cabará da Jovelina, no bairro de Casa Amarela. Um dos soldados recebeu um corte de peixeira no rosto que decepou-lhe o nariz e parte da boca. Doze tiros foram disparados contra Zezinho, mas nenhum deles o atingiu. Diziam que ele tinha o corpo fechado. Antes que chegassem reforços, Zezinho já tinha fugido ileso, indo se esconder na casa do coronel Laranjeira, um poderoso usineiro pernambucano, protetor do rapazote e família. Em decorrência deste episódio, Zezinho ganhou o apelido de Zé Pilintra Valentão, nome esse dado pelos próprios soldados da polícia pernambucana. Pilintra significa pilantra, malandro, janota etc. Assim, entre trancos e barrancos, Seu Zé consegue fazer fama na cidade de Recife e criar seus irmãos até a maior idade.
Quanto a sua morte, autores descordam sobre como esta teria acontecido. Afirma-se que ele poderia ter sido assassinado por uma mulher, um antigo desafeto, ou por outro malandro igualmente perigoso. Porém, o consenso entre todas essas hipóteses é de que fora atacado pelas costas, uma vez que pela frente, afirmam, o homem era imbatível.
Para Zé Pelintra a morte representou “um momento de transição e de continuidade”, afirma Ligiéro, e passa a ser assim, incorporado à Umbanda e ao Catimbó. Todavia, a principal história que seu Zé Pelintra quer escrever, é a da caridade, tanto aquela que ele dedicou aos seus entes queridos e pares de sangue, como também àqueles em que deveu um auxílio e apoio mútuo quando em vida. É assim que seu Zé Pelintra, hoje ao lado do espírito dos seus irmãos e irmãs em vida, formaram uma bela Falange de malandros de luz, que vêm ajudar aqueles que necessitam.
FAMÍLIA PILINTRA
Além do Zé Pilintra, há espíritos mentores, como ele, também conhecidos como Antônio Pilintra, Maria Pilintra, João Pilintra, Joana Pilintra, Mané Pilintra e Rosa Pilintra. Mas ainda, há suas qualidades de Zé Pilintras viradas na esquerda, que ganham atributos específicos da vida do Seu Zé, como Seu Zé Malandrinho, Seu Malandro, Malandro das Almas, Zé da Brilhantina, Malandro da Madrugada, Zé Malandro, Zé Pretinho, Zé da Navalha, Zé do Morro, e por aí vai. Só vale ressaltar que os Malandros não são exus, embora venham na Linha de Esquerda. Ao contrário dos Exus que estão nas encruzilhadas, encontramos os malandros em bares, subidas de morros, festas e muito mais.
Aqui, gostaria de fazer uma especial contribuição sobre uma Guia, muuuuuito importante na minha vida mediúnica. A baiana que eu trabalho desde o meu primeiro dia de Filha de Santo, na Umbanda, Sra. JOANA PILINTRA! Trabalho com ela há 5 anos e desde então, aprendi muito com suas histórias. Em vida, foi mãe de 3 filhos. Trabalhou nas louvas de Milho enquanto o marido foi tentar a sorte no ciclo da borracha, nos seringais. Ela sempre se intitula devota de Nossa Senhora da Glória. Solitária mas muito bonachona, penso na Joana quando penso naquelas mulheres de avental, saia, blusa de campanha e lenço na cabeça. Mulher da Lida!! Mão calejada do trabalho da roça e de casa. Mas, a noite, depois do banho, era Senhora Vaidosa. Sempre em seus vestidos de tecidos muito simples mas rendeiros, Joana só se dedicava, ora aos filhos, ora a comunidade. ‘Rezedeira’, como ela mesma diz, era daquelas que conhecia todo mundo, que era chamada pra ir na casa de todo mundo, mas particularmente na dela, ela não gostava de receber. Dona de uma generosidade sem fim, ao mesmo tempo que ela pode ser carinhosa e  cuidadosa, também já a vi dura e rígida. Como mãe que dá a palmatória certa nas horas que tem que dar. Sua fala é comprida… adora uma boa prosa. Mas quando dá pra falar curto e grosso… hummm. Segura! A língua fica maior do que a boca.
Acho que aprendi com ela e com a Família Pilintra esse lado, ri para resistir!!
Dançar, beber e brincar, sem abusar. Porque a vida não é feita só de excessos… é também senhora da moderação.  Com eles, percebi quanto dessa luta e dessa gana sou capaz de reinventar, todos os dias, para eu mesma suportar as peripécias que esse mundo dá. E, ao mesmo tempo, fazer da aflição do outro, um motivo de se motivar e prosseguir, como quem trilha sua própria tristeza e avança. Porque vê no outro e projeta na caridade e generosidade alheia a mesma dedicação e o mesmo esforço que tanto precisa ter e desenvolver na vida para dignar a si mesma.
TIRA TEIMA:
  • Comida: carne seca com farofa ou escondidinho de macaxera, que é o mesmo que mandioca. (Na esquerda, acrescentar pimenta vermelha)
  • Bebida: Cerveja branca bem gelada
  • Locais de vibração: Subida de Morros, Cemitérios, bares, zonas portuárias, áreas boêmias
  • Cor: Vermelho e Branco ou Preto e Branco, ou ainda somente o Preto

Salve seu Zé Pilintra!
Saravá a Família Pilintra!!
Salve a corrente dos Malandros! !!

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FONTES DE PESQUISA

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Catimbó, magia, mistério, ocultismo. Como é difícil falar sobre o Catimbó. Esta mistura, às vezes, confunde os adeptos, os simpatizantes, os seguidores do culto.

Dizem os mais entendidos que o Catimbó não possui em seus cultos uma hierarquia, porém, tenho consciência de que ela existe e é muito precisa para os trabalhos espirituais da Jurema. Exemplo: um Mestre não passa a frente do outro e, nas mesas, tem um dirigente que é um dos grandes mestres, escolhido pela vidência na mesa.

Como nos terreiros de Umbanda tem Velhos, Caboclos, Espíritos de Cura, Boiadeiros que chefiam, casam e batizam seus seguidores, no Catimbó é a mesma coisa: temos uma família, uma cidade e um Estado.

O Catimbó veio da era medieval, onde bruxos e bruxas, grandes mágicos e até mulatos, carregadores de sinhazinhas, mascates, caboclos matreiros, negros fugitivos, enfim, todas as classes, principalmente as mais carentes, que tinham que fugir para exercer sua fé, que era proibido na época. Entre mamelucos e cafuzos, negros e índios, europeus de todos os lados, fugiam para a mata, para fazer o Catimbó.

Cat = fogo - timbó = mato: aí está formada a palavra Catimbó, fogo na mata.

Atravessando todo o Brasil, o Catimbó vem se propagando de Norte a Sul. Ele se alinha com a Encantaria e entre os Senhores Mestres da Jurema. É um culto que vem ganhando espaço em todos os segmentos espirituais. Os nossos irmãos do Norte e Nordeste vivem na esperança de poder voltar, um dia, às suas raízes e tradições.

A inclusão de Santos católicos no Catimbó foi semelhante ao que aconteceu com os Orixás no Candomblé, com a única diferença que os Mestres adoram esses santos.

Com a chegada dos primeiros colonos portugueses ao Brasil, houve a mistura com os índios e negros africanos originando, a partir daí, a miscigenação. Aconteceu, também, a aproximação com a magia negra, muito praticada na época.

O Catimbó sofreu influências desde o Amazonas até os Estados da Região Nordeste, misturandotorépajelança, linha dos ciganos, sensitivos, adivinhos, médicos curadores, também chamados médicos do espaço. Tudo isto é Encantaria.

Sendo secular, o Catimbó vem se misturando com a Umbanda e trazendo diversas ramificações. Hoje, neste campo, o Mestre Zé Pilintra, com toda sua formação, é introduzido nos terreiros de vários segmentos.

Existem pontos comuns com a Umbanda, porque todo Mestre, que desce para trabalhar, vem falando ou louvando Deus e Jesus Cristo – “E quem pode mais que Deus?” – é sua bandeira de fé.

A cultura do Catimbó, apesar de mítica e secular, já tem suas raízes firmadas nos dias de hoje. O Mestre, o sacerdote, o mentor espiritual é, ao mesmo tempo, rezador, curador, conselheiro e até mesmo Pai ou Mãe na orientação dos seus seguidores. Realizam batizados, casamentos, rituais fúnebres, missas e ladainhas.

Zé Pilintra é considerado o príncipe da Jurema e hoje muitos terreiros trabalham com outras falanges: Zé dos Anjos, Zé do Ponto, Zé Arruda, Zé da Canoa, Zé da Escada, Zé da Rua da Guia, Zé Pereira, Zé do Vale, Zé Enganador, Zé de Aruanda, Zé da Jurema.

Essas chefias vão se ampliando e temos encontrado, enfim, outros falangeiros que estão cheios de ginga e malandragem e trazem para os Estados do Suldeste do Brasil, Zé da Lapa, Zé da Mangueira, Zé de Santa Tereza, etc.

É bom que se diga que Zé Pilintra nunca foi ladrão, bandido ou arruaceiro, etc. Ele é e foi um bom malandro. Homem viril, jogador de cartas, que aparecia em sua época e o seu carteado corria mundo.

Existe uma grande falange de Zés no Recife, Paraíba, Alagoas, Ceará, Amazonas, nas taperas, se banhando nos igarapés e rios. São idolatrados tanto por meninas, moças e até damas da sociedade.

Qualquer magia praticada para o bem pode ser usada para grandes finalidades. Objetivamente, o Catimbó é a evolução dos guias e dos mestres através do bem e da cura. Se o mal é feito, isso pode ocorrer pela desinformação do médium ou pela necessidade da justiça a quem pede.

O Catimbó tem uma base religiosa vinda de várias regiões, é uma prática magística, ritualística, onde entram Santos católicos, água benta, outros objetos litúrgicos, trabalhando com incorporações vindas através da necessidade do consulente, principalmente na linha de cura. Problemas materiais e amorosos são as principais finalidades e a sua parte litúrgica têm muitas vezes a ver com os Santos católicos.

Para se fazer o mal às pessoas, não é preciso estar no Catimbó. Aliás, o mal não precisa de religião para ser feito.

Os Mestres trabalham livremente, porém nunca deixa de ter no seu grupo ou na sua cidade a organização da mesa. Aqueles que tomam parte na mesa da Jurema são os que formam a cúpula, a chefia do trabalho espiritual. Com incorporações, vidências, etc. Exemplificando: se a mesa do Catimbó for dirigida por Zé Pilintra, ele é o primeiro a descer e é o último a subir.

O Catimbó é uma religião do povo, não existe Catimbó sem terços, rezas, água-benta, Santos católicos, fumaça do cachimbo, vinho da Jurema ou cânticos fazendo rimas e, tocando seu maracá, os Mestres são entidades muito alegres, naturais e espontâneas. Na incorporação dos Senhores Mestres não existe teatro, não são entidades grotescas, não são exus, são bastante diferentes de outros segmentos.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

ESTUDO DOUTRINÁRIO DA LINHA DE PRETO VELHO

linhas de preto velhos


Linha e IrradiaçãoTodos os Pretos-Velhos vem na linha de Obaluaiê/Omulú( Orixá que chefia a falange das almas), mas cada um vem na irradiação de um Orixá diferente. ( Linha de Yorimá)Fios de Contas (Guias)Muitos dos Pretos-Velhos Gostam de Guias com Contas de Rosário de Nossa Senhora, alguns misturam favas e colocam Cruzes ou Figas feitas de Guiné ou Arruda.RoupasPreta e branca; carijó (xadrez preto e branco). As Pretas-Velhas às vezes usam lenços na cabeça e/ou batas; e os Pretos-Velhos às vezes usam chapéu de palha.BebidaCafé preto, vinho tinto, vinho moscatel, cachaça com mel (às vezes misturam ervas, sal, alho e outros elementos na bebida).Dia da semana: Segunda-feiraChakra atuante: básico ou sacroPlaneta regente: SaturnoCor representativa: preto e branco;Saudação: Cacurucaia (Deve sempre ser respondida com “Adorei as Almas”)Fumo: cachimbos ou cigarros de palha.
Formas Incorporativas  e  Especialidade Dos Pretos-Velhos:Sua forma de incorporação é compacta, sem dançar ou pular muito.  A vibração começa com um "peso" nas costas e uma inclinação de tronco para frente, e os pés fixados no chão.  Se locomovem apenas quando incorporam para as saudações necessárias (atabaque, gongá, etc...) e depois sentam e praticam sua caridade (Podemos encontrar alguns que se mantém em pé).A linha é um todo, com suas características gerais, ditas acima, mas diferenças ocorrem porque os Pretos-Velhos são trabalhadores de orixás e trazem para sua forma de trabalho a essência da irradiação do Orixá para quem eles trabalham.Essas diferenças são evidenciadas na incorporação e também na maneira de trabalhar e especialidade deles. Para exemplificar, separaremos abaixo por Orixás:

 Pretos-Velhos De OgumSão mais rápidos na sua forma incorporativa e sem muita paciência com o médium e as vezes com outras pessoas que estão cambonando e até consulentes.São diretos na sua maneira de falar, não enfeitam muito suas mensagens, as vezes parece que estão brigando, para dar mesmo o efeito de "choque", mais são no fundo extremamente bondosos tanto para com seu médium e para as outras pessoas.São especialistas em consultas encorajadoras, ou seja, encorajando e dando segurança para aqueles indecisos e "medrosos".  É fácil pensar nessa característica pois Ogum é um Orixá considerado corajoso.Pretos-Velhos De OxumSão mais lentos na forma de incorporar e até falar.  Passam para o médium uma serenidade inconfundível.Não são tão diretos para falar, enfeitam o máximo a conversa para que uma verdade dolorosa possa ser escutada de forma mais amena, pois a finalidade não é "chocar" e sim, fazer com que a pessoa reflita sobre o assunto que está sendo falado.São especialistas em reflexão, nunca se sai de uma consulta de um Preto-Velho de Oxum sem um minuto que seja de pensamento interior.  As vezes é comum sair até mais confuso do que quando entrou, mas é necessário para a evolução daquela pessoa.Pretos-Velhos De XangôSua incorporação é rápida como as de Ogum.Assim como os caboclos de Xangô, trabalham para causas de prosperidade sólida, bens como casa própria, processo na justiça e realizações profissionais.Passam seriedade em cada palavra dita.  Cobram bastante de seus médiuns e consulentes.Pretos-Velhos De IansãSão rápidos na sua forma de incorporar e falar.  Assim como os de Ogum, não possuem também muita paciência para com as pessoas.Essa rapidez é facilmente entendida, pela força da natureza que os rege, e é essa mesma força lhes permite uma grande variedade de assuntos com os quais ele trata, devido a diversidade que existe dentro desse único Orixá.Geralmente suas consultas são de impacto, trazendo mudança rápida de pensamento para a pessoa.  São especialistas também em ensinar diretrizes para alcançar objetivos, seja pessoal, profissional ou até espiritual.Entretanto, é bom lembrar que sua maior função é o descarrego.  É limpar o ambiente, o consulente e demais médiuns do terreiro, de eguns ou espíritos de parentes e amigos que já se foram, e que ainda não se conformaram com a partida permanecendo muito próximos dessas pessoas.Pretos-Velhos De OxossiSão os mais brincalhões, suas incorporações são alegres e um pouco rápidas.Esses Pretos-Velhos geralmente falam com várias pessoas ao mesmo tempo.Possuem uma especialidade:  A de  receitar remédios naturais, para o corpo e a alma, assim como emplastros, banhos e compressas, defumadores, chás, etc...  São verdadeiros químicos em seus tocos. - Afinal não podiam ser diferentes, pois são alunos do maior "químico" - Oxossi.

Pretos-Velhos De NanãSão raros, sua maneira de incorporação é de forma mais envelhecida ainda.  Lenta e muito pesada.  Enfatizando ainda mais a idade avançada.Falam rígido, com seriedade profunda.  Não brincam nas suas consultas e prezam sempre o respeito, tanto do médium quanto do consulente, e pessoas a volta como: cambonos e pessoas do terreiro em geral e principalmente do pai ou da mãe de santo.Cobram muito do seu médium, não admitem roupas curtas ou transparentes. Seu julgamento é severo.  Não admite injustiça.Costumam se afastar dos médiuns que consideram de "moral fraca".  Mais prezam demais a gratidão, de uma forma geral.  Podem optar por ficar numa casa, se seu médium quiser sair, se julgar que a casa é boa, digna e honrada.São especialistas em conselhos que formem moral, e entendimento do nosso karma, pois isso sem dúvida é a sua função.Atuam também como os de Inhasã e Obaluaiê, conduzindo Eguns( espíritos desencarnados).
Pretos-Velhos De ObaluaiêSão simples em sua forma de incorporar e falar.  Exigem muito de seus médiuns, tanto na postura quanto na moral.Defendem quem é certo ou quem está certo, independente de quem seja, mesmo que para isso ganhem a antipatia dos outros.Agarram-se a seus "filhos" com total dedicação e carinho, não deixando no entanto de cobrar e corrigir também.  Pois entendem que a correção é uma forma de amar.Devido a elevação e a antiguidade do Orixá para o qual eles trabalham, acabam transformando suas consultas em conselhos totalmente diferenciados dos demais Pretos-Velhos.  Ou seja,  se adaptam a qualquer assunto e falam deles exatamente com a precisão do momento.Como trabalha para Obaluaiê, e este é o "dono das almas", esses Pretos-Velhos são geralmente chefes de linha e assim explica-se a facilidade para trabalhar para vários assuntos.Gostam de contar histórias para enriquecer de conhecimento o médium e as pessoas a volta.

Pretos-Velhos De YemanjáSão belos em suas incorporações, contudo mantendo uma enorme simplicidade.  Sua fala é doce e meiga.Sua especialidade maior é sem dúvida os conselhos sobre laços espirituais e familiares.Gostam também de trabalhar para fertilidade de um modo geral, e especialmente para as mulheres que desejam engravidar.Utilizando o movimento das ondas do mar, são excelentes para descarregos e passes.

Pretos-Velhos De OxaláSão bastante lentos na forma de incorporar, tornam-se belos principalmente pela simplicidade contida em seus gestos.Raramente dão consulta, sua maior especialidade é dirigir e instruir os demais Pretos-Velhos.Cobram bastante de seus médiuns, principalmente no que diz respeito a prática de caridade, bom corpontamento moral dentro e fora do terreiro, ausência de vícios, humildade; enfim o cultivo das virtudes mais elevadas. Na falange de preto velho,incluem os Tios e Tias, Pais e Mães, Avôs e Avós todos com a forma do idoso, do senhor de idade, do escravo. Sua forma idosa representa a sabedoria, o conhecimento, a fé. A sua característica de ex-escravo passa a simplicidade, a humildade, a benevolência e a crença no “poder maior”, no Divino.A grande maioria dos terreiros de Umbanda, assim também suas entidades possuem a fé Cristã, ou seja, acreditam e cultuam Oxalá (no sincretismo com o catolicismo Jesus). Entidades aqui tomada no sentido de espíritos que auxiliam aos encarnados, o mesmo que guia de luz. Segundo o pesquisador Rafael Dias, o preto velho é uma espécie de metáfora afro-brasileira de Jesus Cristo.[3]Não se pode dizer que em sua totalidade esses espíritos são diretamente os mesmos Pretos-Velhos da escravidão, pois, no processo cíclico da reencarnação, passaram por muitas vidas anteriores, foram: negros escravos, filósofos, médicos, ricos, pobres, iluminados e outros.Através de suas várias experiências, em inúmeras vidas, entenderam que somente o amor constrói e une a todos, que a matéria nos permite existir e vivenciar fatos e sensações, mas que a mesma não existe por si só, nós é que a criamos para estas experiências, e que a realidade é o espírito.

Explicando seus  diversos NomesHá muita controvérsia sobre o fato de o nome do Preto-Velho ser uma miscelânea de palavras portuguesas e africanas.Voltemos ao passado, na época que cognominamos "A Idade das Trevas" no Brasil, dos feitores e senhores, senzalas e quilombos, sendo os senhores feudais brasileiros católicos ferrenhos (devido à influência portuguesa) não permitiam a seus escravos a liberdade de culto.Eram obrigados a aprender e praticar os dogmas religiosos dos amos.Porém eles seguiram a velha norma: contra a força não  há resistência, só a inteligência vence.Faziam seus rituais às ocultas, deixando que os déspotas em miniatura acreditassem estar eles doutrinados para o catolicismo, cujas cerimônias assistiam forçados.As crianças escravas recém-nascidas, na época, eram batizadas duas vezes.A primeira, ocultamente, na nação a que pertenciam seus pais, recebendo o nome de acordo com a seita.A segunda vez, na pia batismal católica, sendo esta obrigatória e nela a criança recebia o primeiro nome dado pelo seu senhor, sendo o sobrenome composto de cognome ganho pela Fazenda onde nascera (Ex.: Antônio da Coroa Grande), ou então da região africana de onde vieram (Ex.: Joaquim D'Angola).O termo "Velho", "Vovô" e "Vovó" é para sinalizar sua experiência, pois quando pensamos em alguém mais velho, como um vovô ou uma vovó subentendemos que essa pessoa já tenha vivido mais tempo, adquirindo assim sabedoria, paciência, compreensão.É baseado nesses fatores que as pessoas mais velhas aconselham.No mundo espiritual é bastante semelhante, a grande característica dessa linha é o conselho.É devido a esse fator que carinhosamente dizemos que são os "Psicólogos da Umbanda".Eis aqui, como exemplo, o nome de alguns Pretos-Velhos:

Pai Cambinda (ou Cambina), Pai Roberto, Pai Cipriano, Pai João ,Pai Congo, Pai José D'AngolaObs, Tia Maria de Minas, Vvó Rosa da Bahia etc....:


Omulu / Obaluaê / Xapanã

Omulu:
(guardião do Campo Santo (cemitério) dono da matéria viva e morta na Terra)
Obaluaê:
(dono e Senhor da carne e dos órgãos)
Xapanã:
(dono e Senhor dos ossos)


Obaluyaê= Oba(Rei), Luaye(Céu e Terra).
Obaluaiê é o Rei, dono, senhor da vida na terra; Omolu é o Rei, dono, senhor da vida. Sua “arma” (emblema) é o sàsàrà, espécie de cetro de mão, feito de nervuras da palha do dendezeiro, enfeitado com búzios e contas, em que ele capta das casas e das pessoas as energias negativas, bem como “varre” as doenças, impurezas e males sobrenaturais. Esta representação nos mostra sua ligação com a terra, com o tronco e com as raízes das árvores pela ligação das mesmas com a terra. Suas cores são o branco e preto como Obaluaiê, e o preto e branco como Omolu. Ambos controlam as forças da terra, onde dão sustentação aos ligamentos de pedra e água. Comandam as legiões dos pretos velhos, que chamamos “anciões” de nossa Umbanda. O símbolo de Obaluaiê e Omolu é o tridente cruzado, e o cruzeiro; principalmente o cruzeiro de beira de estrada ou no alto do morro, ou na porta do cemitério, ou ainda o cruzeiro dos cemitérios. Orixá de transformação energética, de toda energia produzida de forma natural ou artificial, quer dizer, a energia natural é toda aquela emanada da natureza ou do nosso próprio pensamento e a artificial é a fabricada (oferendas). Ele transforma tudo e descarrega para terra.
Orixá da transição para a vida astral. Senhor dos segredos da vida e da morte. Mestre das Almas.
Se Exu é o grande manipulador das forças de magia, o Sr.Omolu é o Mestre.
Quando desencarnamos tem sempre um enviado de Omolu do nosso lado, por isso é que ele sempre diz que temos que resgatar a nossa dívida; temos que agir efetivamente para resgatarmos o nosso Karma.
OBS.: Obaluaiê é um desdobramento de Omolu, vibrando em forma mais jovem. Não se trata de outro Orixá, mas sim de um desdobramento.
Características dos seus filhos: Pessoas fechadas, que passam por grandes transformações na vida, normalmente ligadas a perdas. São protegidos contra qualquer tipo de magia. A mediunidade é aguçada desde muito jovem.
SINCRETISMO: São Lázaro(Obaluaiê); São Roque(Omolu)
DATA: 17 de dezembro
DIA DA SEMANA: Segunda-feira
COR: Branco e preto(Obaluaiê); Preto e branco(Omolu).
PONTOS DE FORÇA: Cemitérios(Calunga pequena).
FERRAMENTA: Xaxará, Cajado
SÍMBOLO: Cruzeiro.
SAUDAÇÃO: Atotô(respeito, silêncio) - Atotô Obaluaiê quer dizer "Escutai Rei do Céu e da Terra".
COMIDA: Canjica com pau de dendezeiro, Pipoca, Feijão preto, carne de porco, Abadô - amendoim pilado e torrado, latipá - folha de mostarda, Ibêrem - bolo de milho envolvido na folha de bananeira.
ERVAS: Erva de bicho, Mamona, Canela de Velho, Erva de Passarinho, Barba de Milho, Barba de Velho, Cinco Chagas, Fortuna, Hera.
FLORES: Monsenhor branco.
LOCAL DAS OFERENDAS: Cruzeiros de cemitérios, de beira de estrada de terra, praia.
ESSÊNCIAS: Cravo e Menta.
PEDRAS: Obsidiana, Ônix, Olho-de-gato.
METAL: Chumbo.
BEBIDA: vinho tinto, vinho com mel, cachaça com mel.